quarta-feira, 21 de novembro de 2007

MADRUGADA

Que sensação era aquela do passado que não me recordo? Felicidade isolada e observável, distante das máculas da realidade. Utópica é a liberdade, até que ponto? O vazio da mente pode ser invadido e seu grito, silenciado?

Cai uma chuva insistente nesta madrugada. Madrugada, ainda despertas o sentimento da primeira vez que te escutei, na escuridão, cordas dedilhadas por quem amarei. Sorvi o agradável néctar da melancolia, sua e minha, chorei em eco, quase em silêncio. Partituras em branco, opaco pentagrama, apenas notas invisíveis na lembrança, a canção ainda toca, ora sozinha, ora em orquestra, sempre em mim. Se fecho os olhos, percebo a cena um pouco granulada, predominam o preto e o branco, apenas o tom caramelo do violão de destaca, também era frio e chuvoso aquele dia. Hoje, também, fizeram-me companhia as lágrimas.

Trará o sono belas imagens? Um filme de uma vida estranha e atraente, com frases e protagonistas intensos? Pelo menos uma prévia do roteiro? A trilha atual e insistente é Madrugada, minha alma canta essa doce melodia que o tempo gravou.

3 comentários:

Estêvão dos Anjos disse...

meu prof de musica falou q as musicas tem uma temática mais triste e saudosa são em tons menores, em sua maioria.
esse texto é em sol menor. ou só menor. ou pequena só. ou lá solzinha a pequena e saudosa, porém feliz(x).

Lívia Russo disse...

"O vazio da mente pode ser invadido e seu grito, silenciado?"

Ohh se pode...isso vive acontecendo comigo..o problema é quando o silencio quer ser rompido, fica ainda maior que o grito.
=/

tõ lindo o que vc escreve.;..de verdade mesmo!!
:*
:*
:*

kassianobre disse...

A madrugada não parece inspiradora...quando tudo é silencioso..só vc e seus pensamentos..

Paulinha, seus textos são belos como vc. =D

bju