terça-feira, 7 de abril de 2009

SE (R) MENTE

Na boca, a saliva ressequida fazia caminhos sinuosos. Era sede misturada ao excesso de conversa das últimas horas. Música agradável, mas ensurdecedora, vontade de ouvir a distante voz do desconhecido.
(...)
- Eu me chamo ser. Ultimamente, vivo sendo.
(...)
E, nessa aventura insana de existir como ser, tenho conhecido as amarguras de ser em parte, imaginando como é a plenitude de ser por inteiro. Se é que um dia... A aventura. É vasta em cores, que se espalham nas gotículas de perfume. É um pouco de suor no mar, para que este se humanize, mesmo sabendo que o mar é um tanto gente. Abraça firme o corpo inteiro, deixando-o leve. Flutuar nas águas salgadas é como sonhar voando.
(...)
É mudar o nome para qualquer coisa, pois sou coisa criada por minha mente. Hoje sou mente, substantivo e verbo, repetitivo. Mente que mente. A minha mente mente? Olhos úmidos de bocejos, pensar traz lembranças. Iludir os pensamentos? Encantá-los com histórias bonitas!
(...)
Era uma vez, ser e mente. Não! Era uma vez... Semente enterrada no chão. Plantei um sonho nesta madrugada, eram duas horas. Era noite e já era dia. Por baixo das unhas rubras, a terra áspera dos meus desejos...

2 comentários:

Estêvão dos Anjos disse...

Sonho, musica, devaneio e poesia

Vitória Régia disse...

Paula Feliz
você é um ser iluminado, que espalha alegria pode passa. Seus textos são lindos, de uma criatividade incrível.Fico lendo e me perguntando como você consegue ir sempre além.
Beijos e obrigada por fazer parte da minha vida